Sérgio NIZA, carta a Rui GrácioDa sua primeira carta destaco as notícias sobre as homenagens à memória do Prof. Delfim. Estou profundamente interessado nos trabalhos apresentados. Conseguirá arranjarmos? Delfim Santos foi verdadeiramente um homem des-situado do nosso contexto cultural. Algumas coisas dele, que me foi dado ler, são duma sensibilidade, profundidade e estilo invulgares. Como pedagogista é uma fonte de que não aproveitámos ainda as águas. Um pouco mais informado, agora, do pensamento pedagógico contemporâneo, penso como ele o enriqueceria se não fosse a limitação da língua em que escreveu. E não haverá quem reúna toda a sua obra e a re-edite? Sérgio NIZA, carta a Rui Grácio datada de Paris, 21 de Fevereiro de 1967. |

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