DELFIM SANTOS

Filósofo e Pedagogo

PORTO, 06/11/1907 ― CASCAIS, 25/09/1966

Um Percurso Original no séc. XX, entre Portugal, a Europa, a América do Sul e a África portuguesa.

VIDA OBRA LIVROS CINEMA BIBLIOGRAFIA DEDICATÓRIAS

 



Bibliografia sobre Delfim Santos

- primeira publicação no site www.delfimsantos.org
- re-editado no site www.delfimsantos.org

 


1. Catálogo da obra delfiniana
2. Entradas em sites institucionais
3. Teses e dissertações de doutoramento, mestrado ou sabáticas
4. Resenhas (por ordem cronológica)
5. Obras coletivas sobre Delfim Santos
6. Estudos monográficos em livro, artigo ou conferências (de A a Z)
7. Menções em livros, artigos, entrevistas e bibliografias


1. Catálogo da obra delfiniana

  • AAVV. - Contribuição para o levantamento bibliográfico da obra impressa de Delfim Santos, Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, Lisboa: Gulbenkian, 1967.

2. Entradas em sites institucionais

3. Teses e dissertações de doutoramento, mestrado ou sabáticas [quando publicadas ver abaixo em 'estudos monográficos']

  • BELO, José Manuel Cardoso - Subsídios para a compreensão da obra de Delfim Santos pedagogo, 1907-1966: uma pedagogia da autenticidade e de intenção formativa, tese de doutoramento em Filosofia e Ciências da Educação apresentada à Faculdade de Filosofia e Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de Compostela, 1994.
  • CABRAL, Mário - Elogio das Humanidades, Dissertação de Licença Sabática, publicada como Via Sapientiae.
  • CARRILHO, António Louro - Filosofia e Pedagogia no Pensamento de Delfim Santos, dissertação de Mestrado em Filosofia Contemporânea apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Coimbra 1988.
  • CARVALHO, José Maurício de - Filosofia da Cultura, Delfim Santos e o Pensamento Contemporâneo, provas de concurso para Professor Titular de Filosofia Contemporânea na Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, MG, 1997.
  • CARVALHO, Magda Costa - 'O encontro [de Delfim Santos] com Bergson' , '2 cartas [de Delfim Santos] a Bergson' e 'excertos do Diário Íntimo [de Delfim Santos]', A Noção de Natureza Criadora no Evolucionismo Metafísico de Henri Bergson: Estrutura e Alcance de um Projeto Bio-filosófico, dissertação de doutoramento em Filosofia apresentada à Universidade dos Açores, Ponta Delgada 2009.
  • GODINHO, Cecília Maria da Silva - A Transcensão em Delfim Santos,  dissertação de mestrado em Filosofia da Educação apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto 1995, 141.
  • JESUS, Maria João Rodrigues Vieira de - Dos Contributos para a Compreensão da Vida e Obra de um Pensador do Nosso Século - Delfim Pinto dos Santos: o sentido prospetivo e utópico da antropologia pedagógica delfiniana, dissertação de mestrado em Filosofia do Conhecimento apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto 1998, 236.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Delfim Santos, A Metafísica como Filosofia Fundamental, tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, Braga, 2001.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana - A filosofia pedagógica de Delfim Santos, tese de doutoramento em Ciências da educação / Filosofia da educação apresentada à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 1997, 358.
  • ROCHA, Maria Aldina Cabral de Oliveira Estanqueiro - Filosofia da Educação e Humanismo na obra de Delfim Santos, dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, Braga 1986.
  • RODRIGUES, Sandra Catarina Vilabril - Reflexos da pedagogia Delfiniana no sistema educativo português, dissertação de mestrado em História e Problemas Atuais da Educação apresentada à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, 2004.

4. Resenhas (por ordem cronológica)

5. Obras coletivas sobre Delfim Santos

  • AAVV - Homenagem a Delfim Santos - Depoimentos, Lisboa: O Tempo e o Modo 43-44, nov.-dez. 1966, 1080-1101.
    • CINTRA, Luís Lindley - Delfim Santos, Professor.
    • COELHO, Jacinto do Prado - [sem título].
    • COSTA, João Bénard - Um Destino Português.
    • FERREIRA, Alberto - Delfim Santos, Humanista.
    • GRÁCIO, Rui - [sem título].
    • LOURENÇO, Eduardo - Na Morte de Delfim Santos.
    • LOURENÇO, M. S. - [sem título].
    • MARINHO, José - A Ontofenomenologia em Delfim Santos, re-editado em Estudos sobre o Pensamento Português Contemporâneo, Lisboa: Biblioteca Nacional 1981, 119-123.
    • MEDINA, João - [sem título].
  • AAVV - conferências proferidas na sessão de homenagem da Sociedade Portuguesa de Psicologia, 15 dez. 1966, Lisboa: Revista Portuguesa de Psicologia 1, jun. 1967.
    • FERNANDES, Barahona - Evocação de Delfim Santos

«Bom é recordar que foi Delfim Santos quem primeiro, em Portugal, ensinou, divulgou e praticou a caracterologia de Weymans e Wiersma. E, relativamente às relações médico-doente, analisadas à luz da caracterologia por ele propugnada, oiçamos de novo as palavras de Delfim Santos: "...O tipo de compreensão é sempre relativo ao caráter. Os homens não são iguais, e não se compreendem, porque pretendem a todo o momento desconhecer que não são iguais"» [Boletim Bibliográfico e Informativo do CIP 5, Lisboa 1967, 32-33].

  • MARINHO, José - Delfim Santos e a Filosofia Situada, re-editado em Estudos sobre o Pensamento Português Contemporâneo, Lisboa: Biblioteca Nacional 1981, 111-117.
  • RUIVO, J. Bairrão - O Contributo de Delfim Santos à Epistemologia Psicológica [lido por João Medina].
  • GRÁCIO, Rui - Delfim Santos, 2ª e 3ª edições em Educação e Educadores.

«Rui Grácio frequentou a Universidade Clássica de Lisboa (licenciatura em Letras, Curso de Ciências Pedagógicas). Convidado por Delfim Santos, ingressou no Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian. Neste livro tenta (...) circunscrever a obra, o pensamento e a personalidade de educadores de eleição (Maria Montessori, António Sérgio, Anne Sullivan, Delfim Santos), e abordar alguns problemas respeitantes à formação dos educadores profissionais» [da contracapa da 3ª edição em Educação e Educadores, Lisboa, 1975].

  • AAVV - Delfim Santos - Octogésimo Aniversário do Nascimento do Prof. Delfim Santos: Comemorações, Lisboa: Centro Cultural Delfim Santos 1990.
    • ARAÚJO, Matilde Rosa - Professor Delfim Santos, 47-50.
    • BOTELHO, Afonso - Mestre de Rigor, 51-54.
    • FERNANDES, Barahona - Delfim Santos e a Psicologia Antropológica, 17-22.
    • GRÁCIO, Rui - O Pensamento Pedagógico de Delfim Santos
    • , 55-60.
    • OLIVEIRA, Mª de Lourdes Flor de - O Professor e a sua Irradiação, 27-46.
    • QUADROS, António - Delfim Santos, Introdução à Vida e à Obra, 83-112.
    • RODRIGUES, Jorge Tavares - Delfim Santos, o Percurso do Homem, do Mestre, do Amigo, 61-76.
    • SERRÃO, Joel - Sobre a Deontologia da Publicação de Obras Póstumas, 23-26.
  • AAVV - Delfim Santos e a Escola do Porto, Atas do Congresso Internacional, Lisboa: INCM 2008.
  • AAVV - Delfim Santos, A Filosofia e o Sentido da Existência, Braga: Faculdade de Filosofia, 2008.
    • GAMA, José - Apresentação, 9-10.
    • PATRÍCIO, Manuel - O Pensamento de Delfim Santos na Pedagogia Portuguesa do séc. XX, 11-49.
    • MIRANDA, Manuel Guedes - Filosofia, Educação e Metafísica em Delfim Santos, 51-67.
    • GAMA, José - Filosofia, Humanismo e Cultura em Delfim Santos, 69-89.
    • GALVÃO, Artur - O(s) Conhecimento(s) em Delfim Santos. Pertinência e Atualidade, 91-111.
    • MARQUES, Mª de Lurdes - Projeção e Alcance da Antropologia de Delfim Santos na Filosofia do Ensino Secundário, 113-121.
    • COSTA, Miguel - Condição e Construção do Humano em Delfim Santos, 123-133.
    • ROCHA, Afonso - Aproximação à 'Filosofia da Existência' de Delfim Santos: Leonardo e Bruno 'em fundo'?, 135-194.
  • AAVV - Delfim Santos em Diálogo com..., Porto: Caixotim 2009.
    • CUNHA, Norberto Ferreira da - Delfim Santos e Bernardino Machado (convergência sobre o ensino superior), 21-55.
    • DOMINGUES, Joaquim - Delfim Santos e Álvaro Ribeiro ou o diálogo a haver, 57 - 82.
    • EPIFÂNIO Renato et al. - Delfim Santos e Teixeira de Pascoaes: do ser da poesia à poesia do nosso ser, 83-93.
    • TEIXEIRA, António Braz - Delfim Santos e Sant'Anna Dionísio: afinidades e diferenças, 95-112.
    • EPIFÂNIO, Renato - Entre Delfim Santos e Agostinho da Silva: a questão da "consciência nacional", 113-121.
    • ABREU, Alberto A. - Delfim Santos em diálogo com o pensamento de António Manuel Couto Viana, 123-140.
    • EPIFÂNIO, Renato - Entre Delfim Santos e José Marinho: o conceito de 'filosofia situada', 141-150.
    • PATRÍCIO, Manuel Ferreira - Delfim Santos e Leonardo Coimbra: diálogo em dois andamentos, 151-180.

6. Estudos monográficos em livro, artigo ou conferências (de A a Z)

A

  • ALVES, João Lopes - Um filósofo português vivo: Delfim Santos, Jornal de Letras e Artes 6 (256), Lisboa 1966.
  • ANON - 'Prof. Doutor Delfim Santos', crónica sobre o seu falecimento, Revista Portuguesa de Filosofia 22, Braga 1966, 402-403.
  • AAVV - 'Delfim Santos, pedagogia da existência, pedagogia da autenticidade', Jornal de Letras, Artes e Ideias, 256, 1987, 13-14.
  • AAVV - Delfim Santos, um pedagogo lembrado na escola com o seu nome, Jornal de Notícias, Porto 30.05.87.
  • AAVV - Delfim Santos homenageado em Lisboa, O Diabo, 02.06.87, 11.
  • AAVV - O Pensamento Filosófico em Portugal, Delfim Santos, Boletim Informativo da F. C. Gulbenkian, 1971, 106-107.

B

  • BELO, José M. Cardoso - Para uma Teoria Política da Educação. Atualidade do Pensamento Filosófico, Pedagógico e Didático de Delfim Santos, Lisboa: Gulbenkian 1999, 212.
  • BRITO, António José de - O Porto e a Filosofia a partir de 1945, Revista Portuguesa de Filosofia 51, 267-271.
  • BOTELHO, Afonso - Apologia do Mestre, Teoremas de Filosofia 1, Lisboa 1969.

C

  • CABRAL, Mário - Via Sapientiae [estudo paralelo de Delfim Santos, Teixeira de Pascoaes e Agostinho da Silva], Lisboa: INCM 2008, 555; entrevista com o autor.
  • CARRILHO, António Louro - O Estatuto Epistemológico da Pedagogia de Delfim Santos, Revista Portuguesa de Pedagogia 22, 1988, 385-405.
  • CARRILHO, António Louro - Delfim Santos e a Filosofia Portuguesa, Vértice 12, Lisboa 1989, 81-83.
  • CARVALHO, José Maurício de - O Pensamento Filosófico de Delfim Santos, Anais de Filosofia 3, São João del-Rei 1996, 67-74.
  • CARVALHO, José Maurício de - A Ideia de Filosofia em Delfim Santos, UEL, Londrina 1996, 237.
  • CARVALHO, José Maurício de - Delfim Santos e os Temas Culturais, Educação e Filosofia 11, 1997, 39-55.
  • CARVALHO, José Maurício de - Delfim Santos e a Temática Existencial, Anais de Filosofia 4, São João del-Rei 1997, 297-306.
  • CARVALHO, José Maurício de - Delfim Santos e as Trilhas do Pensamento, Revista Brasileira de Filosofia 44, 189, 1998, 57-77.
  • CARVALHO, José Maurício de - Filosofia da Cultura, Delfim Santos e o Pensamento Contemporâneo, EDIPUCRS, Porto Alegre 1999, 150;  resenha por José Roberto Fº..
  • CARVALHO, José Maurício de - Delfim Santos, Filósofo do Diálogo, O Primeiro de Janeiro, Porto 01.09.2003, 8-9.
  • CARVALHO, José Maurício de - Aspetos Filosóficos da Reflexão de Delfim Santos encontrados em suas correspondências, O Primeiro de Janeiro, Porto 15.12.2003, 10-12.
  • CARVALHO, José Maurício de - Temas de Filosofia e Psicologia Existencial na Obra de Delfim Santos, Vertentes 26, São João del-Rei 2005, 87-95.
  • CARVALHO, José Maurício de - Delfim Santos e o Diálogo Psicologia e Educação, O Primeiro de Janeiro, Porto 06.03.2006, 23-25.

«Um dos nomes brasileiros que participou muito ativamente nestas reuniões foi José Maurício de Carvalho (...) Falar de José Maurício de Carvalho é falar não só dos dois Colóquios até agora realizados em S. João del Rei, nessa Minas Gerais de tanta memória lusa mas, também, do cuidado que lhe têm merecido pensadores portugueses, nomeadamente Delfim Santos... Em 1999, em S. Joâo del Rei, estudámos António Sérgio e a Delfim Santos...» - José Esteves Pereira, Do Caminho de Santiago ao Cruzeiro do Sul: Pensar em Português e em Galego, 14.10.07.

E

F

  • FERNANDES, Barahona - Professor Delfim Santos, Revista Portuguesa de Psicologia 1, Lisboa: 1967.

  • FERREIRA, João - História da Filosofia Portuguesa, Leiria 1960.
  • FERREIRA, João - Existência e Fundamentação Geral do Problema da Filosofia Portuguesa, Braga 1965.
  • FONTES, Carlos - 'Delfim Santos', Pedagogos Portugueses, Navegando na Educação, 2002.

    «Delfim Santos - Filho único varão de um laborioso ourives, estava em princípio destinado a seguir o ofício paterno. Em 1922 após a morte do pai assume a responsabilidade pelo sustento familiar, ficando à frente da sua oficina. Um ano depois devido, resolve prosseguir os seus estudos. Revelando uma notável inteligência, mas também força de vontade, em 1927 terminava já o curso complementar de ciências, e depois de letras, matriculando de seguida na faculdade de Letras do Porto. em 1931 conclui a licenciatura em ciências históricas e filosóficas pela faculdade de Letras da Universidade do Porto, com as mais elevadas notas. Enquanto frequentava esta licenciatura, inscrevera-se também em cadeiras de Filologia Clássica, e na Faculdade de Ciências, em cadeiras da secção da secção de Ciências Matemáticas. Conclui o estágio e o Exame de Estado para professor liceal (1932-34), resolvendo especializar-se em Filosofia no estrangeiro. Neste sentida, em Viena estuda Filosofia das Ciências, assiste a cursos e conferências de reputados mestres como Piaget, Husserl, Heisenberg, etc. Em Berlim ouve N. Hartmann. Em Londres e em Cambridge cursa com ilustres professores. Regressou a Portugal em 1937, sendo nesse ano nomeado leitor na Universidade de Berlim, onde permanecerá até 1942, contactando direto, em Friburgo com o pensamento de M. Heidegger. Em 1940 doutora-se na Universidade de Coimbra. Em 1943 passa a integrar o corpo docente da Faculdade de Letras de Lisboa, onde virá a ocupar até á data da sua morte a cátedra de Ciências Pedagógicas. Em 1963 passa a dirigir o Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian».

G

  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado, 'Santos (Delfim)', LOGOS - Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, Lisboa: Verbo sd., 914-915.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado & Mendo Castro HENRIQUES - Bibliografia Filosófica Portuguesa (1931-1987), Lisboa: Verbo 1988.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado - O Pensamento de Delfim Santos. I - A Lição dos Textos, II - O Itinerário Filosófico, Itinerarium 35, (133-134, 135), Braga 1989, 32-66, 313-335; re-editado como
  • O Pensamento de Delfim Santos, separata de Itinerarium, Braga 1990; [nova versão] O Essencial sobre Delfim Santos, Lisboa: INCM 2002, 79.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado - Da Filosofia de Delfim Santos, Conferência proferida na Escola Delfim Santos, Lisboa, 26 de fev. 1991, Centro Cultural Delfim Santos, Lisboa: 1993, 19.
  • GANHO, Maria de Lourdes Sirgado, Delfim Pinto dos Santos, Filosofia no Centro Virtual Camões, 1998, espelhado anonimamente em FORUM DIGITAL - Delfim Pinto dos Santos.
  • GODINHO, Cecília Maria da Silva - 'Transcensão' em Delfim Santos, Revista Portuguesa de Filosofia 51, Braga 1995, 713-718.
  • GOMES, Pinharanda - Dicionário de Filosofia Portuguesa, Lisboa: Dom Quixote 1987.
  • GOMES, Pinharanda - Delfim Santos, 'Elenco Breve de Educadores dos Sécs. XIX e XX', Ferreira DEUSDADO, Educadores Portugueses, Porto: Lello 1995, 526-527.

L

M

  • MALPIQUE, Cruz - O Prof. Delfim Santos, O seu Humanismo, O Tripeiro 11, Porto 1970, 337-340.
  • MANSO, Artur - O Projeto de Reforma do Ensino Superior no Movimento da Renovação Democrática (1932,  2007.
  • MARQUES, Mª de Lurdes S. Fonseca - O Pensamento Filosófico de Delfim Santos, Lisboa: INCM 2007, 153.
  • MARTINS, M. L. S. - A Filosofia da Educação de um Pedagogo Português, O Professor 88, 1986, 24-37.
  • MEDINA, João - O Sentida da Ironia em Delfim Santos, 1967 (In Memoriam).
  • MENDES, Antero Miranda - Um mestre e um pensador, O Instante e a Duração, Porto: ed. do Autor, 1981, 197-200.
  • «Miranda Mendes reuniu artigos onde... [regista] ...a lembrança de palavras de Delfim Santos sobre a ação pedagógica ("A verdadeira missão do professor consiste em ensinar a aprender. Mas para ensinar a aprender é preciso aprender a ensinar...")». A Evocação, Ato de Justiça, Revista Colóquio/Letras. Letras em Trânsito, n.º 71, Jan. 1983, p. 113.

  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Filosofia-Ontologia e Metafísica em Delfim Santos, Revista Portuguesa de Filosofia 43, Braga 1987, 337-356.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Texto de Delfim Santos na 2ª chamada: um depoimento sobre o conteúdo da Prova Geral de Acesso e o Perfil de Delfim Santos, Jornal de Notícias, 17.02.92, Nacional 5
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Fenomenologia e Metafísica em Delfim Santos, Revista Portuguesa de Filosofia 48, Braga 1992, 297-320.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Educação - Pedagogia e Metafísica em Delfim Santos, Revista Portuguesa de Filosofia 49, Braga 1993, 149-169.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Delfim Santos, A Metafísica como Filosofia Fundamental, FCG, Lisboa 2003. 421.
  • MIRANDA, Manuel Guedes da Silva - Filosofia, ontologia e metafísica em Delfim Santos,  O Pensamento  Luso-Galaico-Brasileiro (1850-2000), Actas do I Congresso Internacional I, Lisboa: INCM 2009, 529-536.
  • MIRANDA, Rui Lopo - Delfim Pinto dos Santos, António NÓVOA (dir.), Dicionário de Educadores Portugueses, Porto: Asa, 2003, 1262-1265.
  • MONTEIRO, António Amaro - Três Ensaios Filosóficos: Immanuel Kant, Francisco Sanches, Delfim Santos, Coimbra: Serviços Sociais 1986.
  • MONTEIRO, Domingos - Elogio Histórico de Delfim Santos, Memórias da Academia das Ciências de Lisboa, Classe de Letras XIX, Lisboa 1978.

N

P

  • PACHECO, Maria Adelaide - A Presença de Heidegger em Portugal: O Pensar como Re-memoração, Revista Portuguesa de Filosofia 59, A Herança de Heidegger, 2003, 1203-1228; esp. 1206-1208.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana - A Filosofia em Delfim Santos: Trajetória de um Pensamento, CALAFATE, Pedro (dir.) - História do Pensamento Filosófico Português, vol. V, 1 – O Século XX, Lisboa: Caminho 1999.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana - O Estatuto da Pedagogia como Ciência Autónoma em Delfim Santos, Campinas: Reflexão 24-75, 1999, 25-27.
  • PASZKIEWICZ, Cristiana - A Filosofia Pedagógica de Delfim Santos, Lisboa: INCM, 2000, 187.
  • PORTELADA, Sérgio - Figura de Pedagogo: Delfim Santos, Correio da Educação, Porto 2008.

Q

  • QUADROS, António - Introdução ao pensamento filosófico e pedagógico de Delfim Santos, Leonardo 5-6, 1989, 22-29.
  • QUADROS, António - Delfim Santos: introdução à vida e à obra, Reflexão 15-44, 1989, 74-94.
  • QUADROS, António - Introdução à vida e à obra de Delfim Santos. Revista Brasileira de Filosofia 41, 176, 1994, 390-417.

R

S

«Delfim Santos é atualmente um dos talentos especulativos de formação filosófica mais vasta, Admira Leonardo Coimbra (Cfr. Aporética Criacionista, Leonardo Coimbra, Porto, 1950; Atualidade e valor do pensamento filosófico de Leonardo Coimbra, Studium Generale, 1956) de quem foi aluno, teve contactos pessoais com Bergson, Husserl, N. Hartmann, M, Heidegger e foi companheiro, em Berlim, de Sartre. Autor filosoficamente não ligado a nenhuma escola, conhece S. Tomas e Suarez sobre os quais escreveu interessantes estudos e é atualmente entre nós o representante mais categorizado da Filosofia da Existência. Por isso interessam-lhe os temas e não os sistemas».

  • SIMÕES, João Gaspar - Homem e Cultura, Liberdade do Espírito, Ensaios, Porto: Portugália, 1948.
  • SIMÕES, Manuel Breda - Acerca do Pensamento Pedagógico de Delfim Santos, Boletim Bibliográfico e Informativo do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian 5, Lisboa 1967, 19-28; Resumo das comunicações apresentadas na sessão de homenagem à memória do Prof. Doutor Delfim Santos promovida pela Sociedade Portuguesa de Psicologia, 30-41; Levantamento Bibliográfico da Obra Impressa de Delfim Santos, 43-55.
  • SOUSA, Elisabete - Kierkegaard's International Reception: Portugal, Discontinuity and Repetition , 2009.

T

  • TEIXEIRA, António Braz - 'Santos (Delfim Pinto dos)', Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura 16, Lisboa: Verbo 1347-1348.
  • TEIXElRA, António Braz - Aproximação ao Pensamento Filosófico de Delfim Santos, Espiral 13, Lisboa 1966, 57-61.
  • TEIXElRA, António Braz - Direito e Justiça no Pensamento de Delfim Santos, Análise 13, 1989, 133-142.
  • TEIXElRA, António Braz - Delfim Santos e a Renovação Democrática, Conceitos e Formas de Democracia em Portugal, Lisboa: Sílabo 2008, 57-66.
  • TEIXElRA, António Braz - A superação do positivismo na filosofia jurídica ibérica, na primeira metade do século XX, Lisboa: Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias 12, 2008; re-ed Conceitos e Formas de Democracia em Portugal, Lisboa: Sílabo 2008, 159-184.
  • TEIXEIRA, António Braz - Os Caminhos Cruzados de Delfim Santos e Sant'Anna Dionísio, A Experiência Reflexiva, Estudos sobre o Pensamento Luso-Brasileiro, Sintra: 2009, 109-124; re-ed Delfim Santos e a Escola do Porto, Lisboa: INCM 2008, 81-96.

W

7. Menções em livros, artigos, entrevistas e bibliografias

  • ABRANTES, José Carlos - À conversa com… Arquimedes Santos, Noesis 55, Ministério da Educação, Lisboa 2000.

    [Sobre o Centro de Investigação Pedagógica da F. C. Gulbenkian:] «Então, no Centro, criado há pouco tempo, formou-se um curso de ciências pedagógicas de que era diretor precisamente o Prof. Delfim Santos, um curso como o que havia na Faculdade de Letras...».

  • CAEIRO, Francisco da Gama - Da Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa, Revista da Faculdade de Letras, Lisboa 1983.
  • COSTA, João Bénard da - Cultura e Liberdade (I), Público, Lisboa 26 de Junho 2005, re-editado em Os Filmes da Minha Vida.

[PÚBLICO, 27 de Agosto de 2004:] «Na universidade, estive três meses em Direito. Confirmo a merecida reputação de Marcello Caetano, mas dos outros nada recordo. Arrepiei caminho e passei para Letras (Ciências Histórico-Filosóficas, assim se chamavam então). Delfim Santos, Vieira de Almeida, Mário Chicó, Virgínia Rau, são nomes a escrever com letra grande e "happy few" devem imenso a Ribeiro Soares, quando ele e esses "few" partilhavam gostos singulares. Mas dos outros (estava-me a esquecer e não devia de Ferreira de Almeida), sobretudo no que tocava à Filosofia, quem não saiba é melhor nunca ter experimentado. Era nossa convicção (nossa, dos alunos) que deviam a cátedra ao estado disto, pois que a qualquer sabedoria ou inteligência não a deviam certamente. (...)
Posso ser muito parcial mas acredito que, se a formação de professores (tema dominante do pensamento de homens como, por exemplo, Delfim Santos ) tivesse sido levada a sério e feita a sério, não se tinha chegado onde se chegou. Poesia? Preconceito? É bem possível e não vim aqui polemizar, caso em que esta crónica seria bem fruste. É que mesmo nas tais esporádicas "experiências" recentes (anos 90) eu nunca vi, diante de mim, as tais "máscaras de apatia". Ignorância, sim, imensa, acompanhada, em gerações mais recentes, pela arrogante ignorância dessa própria ignorância, o que é a mais explosiva mistura que imaginar se possa. Mas a apatia pode ser vencida e, daí ao resto, há um passo possível».

[PÚBLICO, 3 de Dezembro 2004:] «Nos tempos em que andei pelo Convento de Jesus a cursar Histórico-Filosóficas - Mário Soares também por lá andou -, o prof. Delfim Santos, ao explicar-nos as diferenças entre os tipos caracterológicos EAS (Emotivo-Ativo-Secundário), os chamados "apaixonados", e EAP (Emotivo-Ativo-Primário) os chamados "coléricos", costumava dar como exemplo dos primeiros Salazar, e como exemplo dos segundos, Francisco da Cunha Leal, então (era isto em 1955 ou 1956) o vulto mais conhecido da oposição democrática. Para grande escândalo das minhas colegas marxistas, via nessa oposição caracterial parte da razão das suas oposições políticas. Nunca conheci pessoalmente Cunha Leal, mas não tenho qualquer dúvida de que, se Mário Soares, nesses anos, já fosse famoso, Delfim Santos teria tido um bem melhor exemplo de antagonismo visceral, não desfazendo nos viscerais antagonismos ideológicos».

[PÚBLICO, 25 de Fevereiro 2005:] «Perder a memória é perder a identidade, literalmente deixar de se saber quem se é. Nenhum livro me meteu mais medo do que um que o prof. Delfim Santos nos recomendou, quando eu andava na Faculdade de Letras, e se chamava Les Maladies de la Mémoire. Nessa altura não se falava muito nisso e a doença de Alzheimer ainda era batizada com nome mais suave. Nesse livro, vinha descrita, como outras igualmente terrificantes.
Lembro-me de ter ouvido Steiner, uma vez, referir-se àquele momento ou àqueles momentos (vão chegando, vão chegando) em que, de repente, nos falta um nome "que está debaixo da língua", como o princípio do fim para o historiador que se converte em história. Cultura é tudo o que fica, quando o que aprendemos se esquece? É precisamente o contrário, pois nenhuma cultura se funda sobre o esquecimento. Se todos nos lembrássemos da vida toda - desde o ventre materno, como Tolstoi dizia que se lembrava - conhecíamos e conheceríamos bastante melhor.
É por isso que penso que as pedagogias que desvalorizam a função da memória, ou se batem contra o "ensino memorialista", são as responsáveis pela incultura dominante e pela perda do sentido de tempo e de História, sem a qual ninguém se acha e os portugueses muito menos».

[PÚBLICO, 26 de Junho 2005:] «Eu, chefe de redação de O Tempo e o Modo e sem muita vontade de continuar a investigar pedagogia após a morte do prof. Delfim Santos em 1966, estava à mão de semear».

[p. 231:] ... a publicação de Aparição, deu-se um caso curioso, de que já tenho falado: um dia estava eu em casa do Gaspar Simões e o falecido Prof. Delfim Santos, falando da Aparição, disse-me: o seu livro liga-se intimamente à filosofia de Jaspers. [p. 265:] ... nesse livro uma influência de Jaspers (que me foi apontada  por Delfim Santos... Delfim Santos radicalmente manteve a sua opinião. É claro que eu fui imediatamente comprar...

  • FERREIRA, Vergílio - Conta-corrente 3, 1980-1982, 196.

Um pouco de história: Publicada Aparição, Delfim Santos afirma-me a proximidade do livro com a filosofia de Jaspers. Não tinha lido praticamente nada de Jaspers e aí nada que se aproximasse de Aparição. Compro imediatamente La pensée de l'existence, de Jean Wahl...

  • GAMA, José - História da Filosofia em Portugal: Tópicos para um curso e indicações bibliográficas, Revista Portuguesa de Filosofia 38, 1982, 365-382.
  • DOMINGUES, Garcia - Entrevista à revista Leonardo, 1988.
  • GOMES, Joaquim Ferreira - Para a História da Educação em Portugal, Porto 1995.
  • LEITÃO, Otília - Homenagem ao Dr. Antero de Barros, 19-07-07.

[Sobre Antero e Barros:] «É um homem Grande, literalmente, este professor do liceu Gil Eanes, instituição a que «a independência de Cabo Verde deve uma grande parte». Antero Barros, o único negro de três rapazes entre 58 raparigas do seu curso de Filologia Românica, presenciou o primeiro discurso de Amílcar Cabral na 17º Assembleia das Nações Unidas, em 1962, ensinou várias gerações de onde saíram ilustres figuras, e, aos 85 anos, sem perder o seu taco de golfe, tem pronta para publicação uma investigação sobre a influência da língua inglesa no crioulo [...]
De Portugal que considera a sua segunda pátria, onde cursou na Universidade de Letras de Lisboa, recorda os seus grandes professores na década de sessenta: Lindley Sintra, Maria de Lourdes Belchior, Prado Coelho, Celso Cunha, Delfim Santos (...)
A sua vida, adverte, sorrindo, «dava muitos livros
». E pelos livros continua à procura de dois especiais que lhe terão sido roubados entre quase um milhão de outros, há mais de 30 anos, em S. Vicente e sobre os quais chegou a prometer alvíssaras em anúncios de jornais: As Técnicas e o Valor da Reconstrução da Filologia Comparativa, do professor Frederico Laranjo, e Fundamentação Existencial da Pedagogia, do professor Delfim Santos. Fazem-lhe falta».

  • MARlNHO, José - Verdade, Condição e Destino no Pensamento Português Contemporâneo, Porto 1976.
  • NUNES, Manuel Jacinto - Memórias Soltas, Lisboa: Aletheia 2009, 31.

«Em 1953, sou convidado para reger Economia Política no Instituto de Altos Estudos Militares, no Curso do Estado-Maior, que fora objeto de uma reforma. Iniciei funções em Novembro, após tomar posse, juntamente com Delfim Santos, que ia reger Psicologia. Fiquei desde então com uma relação de amizade com Delfim Santos, um espírito brilhante, de uma grande cultura. As conversas com ele eram um grande prazer intelectual. Fizemos ambos parte, anos depois, em 1960, da delegação das Universidades de Lisboa, que sob a direção de Marcello Caetano, então reitor da Universidade Clássica de Lisboa, promoveu o primeiro curso universitário de férias no Ultramar (estivemos em Angola e Moçambique, pouco mais de um mês). Mas Delfim Santos viu rescindido o seu contrato no Instituto de Altos Estudos Militares, no ano seguinte, por incompreensíveis motivações políticas» [nota do site www.delfimsantos.org: em conversa com o Prof. Jacinto Nunes sobre esta alusão ficou esclarecido que as ditas motivações foram afinal pessoais e não políticas].

«Porque o julgamos complementar desta história da vida breve da primeira Faculdade de Letras do Porto (1), passamos a apresentar o ROL DE TODOS OS LICENCIADOS PELA FACULDADE DE LETRAS DO PORTO, DE 1923 A 1931 (2) n.° 152 — 22 de Julho de 1931 — «H. Fil.//Delfim Pinto dos Santos//Porto/18 valores». Ainda na p. 169: «Do Porto e seu Distrito são 75 os Licenciados pela primeira Faculdade de Letras desta cidade. Deste rol viriam a ser distintos Professores universitários e liceais, homens de Letras, historiadores, críticos da arte, filósofos, como em demais ramos do saber e da arte, as figuras de Torcato de Sousa Soares, Armando Lacerda, Eugénio Aresta, Agostinho da Silva, Delfim Santos, Humberto Lima, Sant’Ana Dionísio, Salgado Júnior, José Marinho, Miranda de Andrade, Baltasar Valente, Augusto Saraiva, Feliciano Ramos, Casal Pelayo, e outros […]», 149 e 166.

 



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